Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tecnologia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

The Intelligent Quotient (IQ) of Evolution

I'm going through the first three chapters of the excellent 1999's "The Age of Spiritual Machines" by Ray Kurzweil. So far, it has been a mix of everything: from cosmology, biology and information theory to computer science, nanoengineering and philosophy. I'm quite amazed on the way Ray was able to deliver all of those breathtaking subjects in less then one hundred pages without making things obscure or even scary to the non-initiated.

Take for instance the discussion going on chapter 2 about the IQ of evolution. He concludes that it should be no better than an infinitesimal quantity greater than zero, given the great lenght of time (in a scale of billions of years) that was needed to evolve some remarkable things such as the human brain. Of course, Ray is agreeing whith many psychologists who evaluate an intelligent process in terms of the elapsed time to reach a solution, i.e., the quicker the better.

The most interesting conclusion drawn here, though, is that all the astonishing complexity observed in Nature is a byproduct of only a slight amount of order encompassed by the emergence of extraordinarily intricate chemical and biological patterns formed apparently by chance.

I'm enjoying it so much!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Modesto e palpável

Não me considero uma pessoa consumista, muito menos um geek ou entusiasta da tecnologia. Mas, como todo ser humano, tenho os meus sonhos de consumo que, embora nem sempre modestos, são sempre palpáveis. Um exemplo disso é o novo laptop da Sony, o Vaio X:



Ficha técnica resumida:

  • Tela de 11' podelgadas;
  • Peso de meros 700 gramas;
  • Bateria com duração de até 17 horas (!);
  • Custará cerca de 1.300 dólares.
O que mais eu poderia querer? Tudo o que eu sempre pensei sobre um notebook ideal acaba de tomar forma. Agora só me resta esperar as inovações da próxima década para ver se algo me fará mudar de idéia.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

The Singularity is Near


Hoje utilizei um serviço muito interessante de compartilhamento de vídeos, dotSUB, para traduzir ao portugês um vídeo de divulgação da Singularity University (SU), uma universidade visionária criada por Ray Kurzweil, autor de um famoso livro sobre a convergência tecnológica e a explosão exponencial do conhecimento humano.

A chamada para traduzir o vídeo para outras línguas encontra-se no blog mantido pela SU através do seguinte link: http://singularityu.org/news/2009/08/su-videos
Segundo David Orban, autor do post, a equipe da SU espera que milhares de pessoas possam traduzir no futuro diversos vídeos liberados pela universidade para divulgar o conhecimento produzido em seu campus.

Segue o vídeo abaixo:


quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Um olhar crítico acerca da tecnologia

Maior legado da aspiração humana ao progresso, as máquinas suscitam debates polêmicos acerca de seus reais benefícios para a sociedade. Muitos, em proféticos relatos, sugeriram que a suficiência humana estaria intrinsecamente ligada ao desempenho preciso e satisfatório das novas tecnologias. De fato, observamos que o avanço humano dependente cada vez mais de tais artefatos. Os novos problemas emergentes em nossos dias são freqüentemente solucionáveis em função do poder computacional disponível nos sistemas que nos cercam.

No entanto, antigas predições feitas no auge do otimismo tecnológico mostraram-se impossíveis de serem alcançadas. A ineficiência das soluções de software frente ao aumento da produtividade no setor de serviços é uma delas. Como Edward Tenner observou em "A vingança da Tecnologia" (1997), o tempo e os custos dispensados ao conserto de pequenos defeitos nas máquinas e/ou programas executados pelas mesmas, têm contribuído para a estagnação do setor.

Se os problemas advindos da tecnologia se limitassem ao campo das frustrações, certamente obteríamos um balanço positivo. Porém, o que mais alimenta o debate são os chamados efeitos de vingança. Os efeitos de vingança diferem da classe dos efeitos colaterais no que diz respeito à previsibilidade e complexidade. É normal esperarmos que, durante um tratamento de um câncer, ocorra a queda dos cabelos como um resultado de uma quimioterapia. O ocasional aparecimento de outro tipo de câncer resultante da terapia empregada, por exemplo, seria um efeito de vingança pois, além de inesperado, tornar-se-ia um fator complicador.

Quando um programa de computador, mal escrito, começou a apagar inadvertidamente os dados dos títulos do governo em um banco nos Estados Unidos, acarretou uma dívida que ultrapassava os 30 bilhões de dólares para a instituição, que, até então, não fazia idéia de "quem" havia vendido os títulos.

Mas nada se compara aos efeitos em relação ao meio ambiente e à saúde humana. A substituição das antigas máquinas de escrever pelos teclados digitais possibilitou um aumento significativo na velocidade de elaboração e produção de textos. No entanto, observa-se um grande número de digitadores os quais sofrem de tendinite, fato que não ocorria com tanta freqüência entre os datilógrafos do passado.

Alguns efeitos de vingança, como o do exemplo anterior, são graduais, percebidos ao longo do tempo. Mas, o que dizer da catástrofe de Chernobyl? A explosão de um dos reatores, justamente quando o sistema de segurança foi desligado para a realização de uma nova simulação de emergência, deixou graves e imediatas seqüelas na vida de milhares de pessoas. Tal exemplo nos remete a um outro assunto, a saber, a necessidade de constante manutenção e vigilância.

Muitos acusam a tecnologia de promover um verdadeiro pânico entre os seus usuários. No final de 1999, muito especulou-se acerca da possibilidade de alguns dos sistemas nos quais literalmente confiamos a vida entrarem em colapso precisamente à meia noite do dia 1 de Janeiro de 2000. Aviões desgovernados, bancos de dados apagados e operações bancárias não-autorizadas eram alguns dos temores dos especialistas em segurança de sistemas, os quais logo trataram de espalhar o medo e o pânico utilizando o aparato da grande mídia. Além do pânico, os precavidos analistas de sistemas se prepararam e muitos fizeram vigília na esperança de remediar os efeitos. Resultou, na verdade, que poucos e irrelevantes problemas ocorreram.

Pesquisas realizadas dentro das fábricas de software constataram que a maior parte do trabalho dos programadores é destinada à detecção de erros e manutenção dos códigos dos programas, quando esforços mais concentrados deveriam ser despendidos na busca de soluções novas e mais eficientes.

Os projetistas de máquinas não costumam afirmar que suas criações são perfeitas. Em contraste, limitam-se a dizer que podem ser úteis e adequadas dentro de objetivos previamente estabelecidos. A área a qual mais contribui para extrapolar o real poderio da tecnologia chama-se publicidade: são as campanhas de marketing e as coberturas descompassadas e exageradas da mídia dita "especializada" que transformam um produto ou uma inovação simples, e muitas vezes nocivas, em caros e perigosos sonhos de consumo.

Maravilhosas ou não; eficientes ou não, toda a sociedade depende das máquinas e da automação em geral. O emprego de muitos depende da eficiente operação de um sistema ou programa de computador. Até mesmo a liberdade de alguns está sujeita aos diagnósticos de sistemas especialistas.

Um caso notório de total dependência esteve em discussão na Cidade do México, a qual possui aproximadamente 18 milhões de pessoas e cerca de seis presídios, todos superlotados. O sistema jurídico mexicano prevê que os presos de bom comportamento sejam liberados antes do cumprimento da sentença para se incorporarem a programas específicos de trabalhos comunitários. Para que isso ocorra, devem ser considerados uma série de pré-requisitos. Por que não deixar esse trabalho de análise extremamente complexo nas mãos de um sistema especialista o qual verifica as informações de um banco de dados e determina que um certo prisioneiro já pode receber a liberdade condicional? Essa foi a proposta desenvolvida pelo pesquisados do Instituto Tecnológico Autônomo do México e professor da Universidade Nacional Autônoma do México, Angel Kuri Morales. É evidente que, em caso de falha do sistema, presos os quais já poderiam ter as suas penas abrandadas, dependeriam do empenho de algum agente humano para perceber o erro e liberá-los.

Erros como o exposto também podem ocorrer (e ocorrem) em sistemas gerenciados por humanos. A diferença reside no fato de que sistemas computacionais são indiferentes e insensíveis às necessidades humanas o que nos faz sentirmos inseguros e impotentes quando sabemos que o rumo da nossa vida depende de uma implementação particular de um algoritmo e de sua correta execução por uma entidade sem vida, fria e literalmente calculista.

Muitos afirmam que a computação caminha para uma era de estabilidade e confiabilidade. Porém, enquanto não houver padrões de qualidade e protocolos bem definidos e estabilizados no mercado de Tecnologia da Informação para a produção de sistemas autonômicos, é bastante improvável que tal afirmação se sustente por mais tempo.

Por exemplo, o subutilizado Laboratório de Avaliação de Produtos de Software (LAPS), criado a partir do Centro de Informática da UFPE, tem, como principal atividade a avaliação do produto de software em módulos de serviço os quais segmentam a qualidade e permitem a identificação e combinação da análise por graus de importância. Entretanto, ainda há a necessidade de um modelo de projeto rigoroso para guiar as empresas no desenvolvimento, sem que haja a necessidade da avaliação do produto final a qual, muitas vezes, não será capaz de determinar e estimar com precisão a confiabilidade do produto.

Portanto, em todas as áreas onde a tecnologia está inserida é preciso medir com exatidão o custo-benefício de sua aplicação, bem como de seus efeitos na vida cotidiana a fim de evitar que algo inicialmente projetado para auxiliar-nos e servir-nos acabe nos expondo à efeitos de vingança e nos torne dependentes e incapazes de lidar com a nossa insuficiência.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Yes, You Can Change the World From Your Bedroom

There are many ways to change the world from your bedroom. One of them is to subscribe to the World Community Grid (WCG) and donate some of the idle time of your PC and/or Laptop to process valuable scientific data. For instance, you can help researchers to discover new drugs and treatments for Cancer, Dengue Fever, Yellow Fever, Hepatitis C and AIDS, only to name a few serious human diseases.

The idea behind WCG is to execute in a few months important research projects, as demanded by leading research institutions, that would take thousands of years to finish with the available computational resources in universities and research centers. Therefore, whenever someone decide to participate in such a project, this person will join the efforts of hundreds or maybe hundreds of thousands other users that have done the same, composing a huge network of computers (i.e., a grid) which provides the necessary processing power to do the hard job within the strict time constraints required by the urgent nature of the projects.

All of these is done without any interference in the way you use your PC. The only thing that is needed is to download the program which will be running on the background as a screensaver, only when you are not interacting with your desktop.

Some people complain they would like to help the world to be a better place but they don't know how, or worse, they don't have the necessary time. These must not serve as excuses anymore. Stand up now and help to change the world from your bedroom.

Learn how to help on: http://www.worldcommunitygrid.org

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Judgement Day

Alguém já tentou instalar qualquer versão do PostgreSQL no windows server 2003 usando cygwin ou mingw? Que sufoco! Depois de dois dias tentando, após dezenas de mensagens de erro, dezenas de utilitários e bibliotecas instaladas, centenas de buscas no google, dezenas de modificações de arquivos de configuração... consegui. Eu chorei de alegria.

Graças a isso hoje, às 3h20min, após 10 horas quase initerruptas de frustrações, eu posso afirmar com certeza que eu detesto aplicativos difíceis de instalar, postgresql...

O pior é que a maioria dos problemas não são documentados. Os manuais de instalação não fornecem quaisquer indicações de como proceder. Simplesmente assumem que você é o Hacker que escreveu o sistema solar. Tudo é muito escondido.

Quase morri de tédio. Tomei uma Coca-cola bem gelada que era do meu amor (que estava na geladeira). Deu vontade de chutar a CPU, de morder a língua. Eu fiquei furioso. Achei que eu era a pior pessoa do mundo por tamanha incompetência, por não conseguir instalar um simples servidor de banco de dados no windows. E o que é pior: tudo o que irei descrever aqui foi ao som terrível de um show ridículo e sem sentido no clube Náutico, a 50 metros de casa em um som esurdecedor. A madrugada inteira de barulho, de música mal tocada, de pagode, brega, "Jacó segurou o anjo e não deixou subir... Piriri Piriri Piriri, eba! (...)". Essa noite eu paguei os meus pecados.

Mas não. A conclusão que eu cheguei é que os caras técnicos da área de computação são loucos. Eles acabam complicando tudo! Deixam tudo muito flexível e solto... em nome de quê!? Nada é de graça. A resposta de um técnico oficial das listas de ajuda do Cygwin a um usuário iniciante e, assim como eu, deseperado pelos erros atrás de erros ao tentar instalar o postgresql:

- "(...) Já tentou instalar o cygserver? Leia o manual.".

Nunca vi resposta tão vaga, tão evasiva, tão maliciosa! O que é o "cygserver"? Por que eu teria que instalá-lo se eu não sei nem o que é isso e se nenhum manual na documentação do postgresql ou do próprio cygwin dizem que isso serve pra alguma coisa? Mas não, "leia o manual.". Soa como "não encha a nossa paciência, idiota!". Para mim, é a mesma coisa. Instalei esse tal de cygserver. Foi relativamente fácil. Mas continuei sem saber por que precisei fazê-lo.

Quando eu penso que tuda essa complicação só porque o instalador "Next... Next... Next..." do PgSQL para windows não funcionou... Dava uma mensagem "erro ao setar permissões para os arquivos instalados..." na conta do administrador! O dia de ontem, aliás, foi todo dedicado a isso: a tentar arranjar um meio de, através das configurações de registro, de políticas de grupos, de permissões de usuários, de diretivas de segurança do windows (que aliás tive de aprender na marra de ontem pra hoje). Em vão. Nada funcionou. Talvez nunca saberei porque não funcionou e talvez nunca consiga fazer com que esse método de instalação funcione. Talvez.

Mas como eu sou teimoso, arranjei outro método: baixar o código fonte em C++ do postgresql, compilar tudo e instalar manualmente. Que coisa mais insana!

- "Que nada!", pensei.
- "Já fiz isso algumas vezes no linux e, com no máximo dois ou três comandos, tudo se resolve". Quanta ingenuidade...

Muitos arquivos precisaram ser baixados, muitas variáveis de ambiente setadas, muitos aplicativos instalados antes de conseguir compilar o código. Isso sem contar o trabalho que deu para descobrir do que era exatamente preciso para tanto. Uma avalanche de idas ao google, de horas baixando coisas, procurando. Nada disso era "Next... Next... Next..." Tudo bem ao estilo Linux: "Pegue o zip, descompacte, jogue numa pasta X, sete as permissões tais, configure os arquivos tais...". Haja paciência! Sem falar nas montanhas de erros até que ,finalmente, consegui compilar o código.

Ok, ok. Só que... Antes fosse só isso. Compilar é uma coisa, saber que eu ainda precisaria iniciar o servidor cygserver era outra! Como fazer? Qual o executável? Encontrei no google o comando. Mas onde ele está? Em que pasta? Bom, o pior é que após finalmente conseguir rodar esse servidor, ele caía! Não sabia mais o que fazer.

Enfrentei de tudo: tive que aguentar comentários de "experts" dizendo: "(...) ao tentar iniciar o banco de dados, erros triviais podem ocorrer devido a má configuração do kernel (...)". Revoltante! "erros triviais"... Se fossem triviais, o mundo inteiro saberia como resolver... mas não. A solução para tanta trivialidade é, em último caso, "recompilar o kernel do SO"!!! Não acreditei... desde quando recompilar o kernel do sistema operacional com as configurações requeridas pelo PostgreSQL é "trivial"? Aliás, que "kernel" se o meu SO não é uma distribuição linux? Não fazia o menor sentido.

Isso sem falar nas idas e vindas entre contas de usuário, problemas de permissão no windows, arquivos que estavam faltando...

Conclusão: Não consegui instalar o PostgreSQL no windows server 2003 através do ambiente Cygwin! Talvez nunca consiga pois, depois de 8 horas, encontrei em um forum alguém comentando que a nova versão do PostgreSQL é incompatível com a versão do Cygwin que estava usando (que também era recente!). Meu Deus! Por que então que os caras guiam você nebulosamente para uma instalação que nunca irá dar certo?

Mas foi bom. Depois de tanta experiência, depois de aprender detalhes de Chamadas Inter-Processos (IPC), de percorrer à força as entranhas dos SO's, acabei decorando o que deveria fazer para conseguir instalar o dito cujo. Acabei conseguindo, sem tantas dores de cabeça, concluir a instalação no ambiente MingW.

Desisto. É mais fácil calcular integrais e estudar computação quântica. Muito mais fácil. Pelo menos na matemática ninguém complica a vida dos outros de propósito inventando coisas desnecessárias e pior: escondendo o jogo!

Esse texto é para que eu me lembre disso para sempre, para que eu nunca esqueça o quanto alguém tem de sofrer para evoluir na área de tecnologia.

Mas há uma lição nisso tudo: agora eu sei porque ninguém da área que já passou pelo que eu passei nos dois últimos dias tem a coragem de abrir a boca para dizer que a área é difícil: porque quando você aprende a instalar e configurar essas coisas, se você tiver a mente fraca ou doentia, você irá se achar um "deus", o mestre dos mestres, o hacker, o geek. É uma droga viciante, um entorpecente, um distúrbio que atinge 90% dos colegas da área de TI.

Mas uma frase me chamou a atenção, ironicamente estampada na assinatura do email de um colega de trabalho com horas de experiência de árduos trabalhos na área, capazes de mascarar qualquer eventual fraqueza conceitual: "O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que tenta se passar por inteligente".

Vai ver que o "idiota" verdadeiro para os experientes colegas, monstros da área de TI seja uma pessoa como eu: cheia de conceitos, algoritmos, fórmulas, teorias, processos e sem prática. Realmente, hoje eu hei de confessar: me senti o maior dos idiotas. E eles, inteligentíssimos, riem de mim enquanto eu aqui ouso tentar "se passar por inteligente", me aventurando em uma área que, definitivamente (e propositadamente), não é para quem tem coisas mais importantes a se fazer.

Carlos Renato Belo Azevedo.